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A importância do toque




No século XX, vários médicos relacionaram as altas taxas de mortalidade infantil devido a marasmo, com a falta do toque. Observações feitas em orfanatos e instituições comprovaram que estas crianças prosperavam quando eram entregues a uma ama que as tratava com carinho e as mantinha junto ao seu corpo. Através dos resultados das pesquisas percebeu-se que para as crianças se desenvolverem bem, precisam de ser tocadas, abraçadas, pegadas ao colo, que se converse carinhosamente com elas. Segundo Montager, supõe-se que para o bebé pequeno o mais importante são as sensações da pele e a sensação cinestésica (sensibilidade aos movimentos), sendo acalmados com por exemplo palmadinhas leves e calor, e chorando com estímulos dolorosos ou frio.


O toque é o primeiro sentido a desenvolver-se in utero e o ultimo sentido a deixar-nos quando morremos. A investigação refere que o nosso sentido táctil se desenvolve entre as 6 e as 9 semanas de gestação. A pele é o maior orgão do corpo, e no recém nascido representa 19,7% do seu peso corporal. A pele do bébe apresenta uma textura fina, maior número de receptores sensoriais e uma maior permeabilidade. É através da pele que o bebe vai estabelecer relações com o mundo. O antropólogo, Dr Ashley Montagu, escreveu: “os seres humanos não sobrevivem sem o toque, é uma necessidade comportamental básica”. É através do toque que confirmamos e verificamos a realidade, ou seja o tacto atesta a existência de uma realidade objectiva. O bébe toma assim consciência do seu próprio corpo e do dos pais, constituindo o seu meio primário e fundamental de comunicação. “O cérebro não está separado do corpo, mas numa curiosa proximidade: pele limite/fronteira entre o mental e o físico” (Prochiantz, 1991)


Hoje em dia, são conhecidos os efeitos fisiológicos da privação do toque: aumento das hormonas do stress e da secreção de corticosteróides, diminuição do índice de crescimento, de diferenciação das células, da libertação de hormonas de crescimento e da produção de anticorpos, bem como alterações comportamentais como depressão.

Os bebés são totalmente dependentes do toque nutritivo das suas figuras parentais para se desenvolverem e crescerem de forma harmoniosa. A massagem é uma forma de tocar com qualidade, proporcionando relaxamento, alívio, estimulação e interação. É por isso bastante adequada a bebés.

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